Gestão da Rega na Penha Longa

A rega nos espaços verdes da Penha Longa é realizada tendo em conta diversas regras, com o objetivo de otimizar os recursos e reduzir os consumos:

  1. A rega é realizada sempre durante o período noturno, para reduzir as perdas por evaporação.
  2. A rega a aplicar é dividida em dois ciclos distintos, de forma a aumentar a infiltração e reduzir os escorrimentos superficiais. Por exemplo, se pretendemos aplicar 8 minutos de rega numa determinada área, esses 8 minutos são separados na programação em dois ciclos de 4 minutos cada.
  3. A afinação de aspersores e a reparação de avarias são prioridades, sendo temas debatidos semanalmente entre o Diretor Técnico e o Greenkeeper. A altura de corte da relva é ajustada entre o inverno (mais baixa) e o verão (mais alta), de forma a reduzir as perdas de água por evaporação do solo.
  4. A equipa do hotel está sensibilizada, através de uma mensagem transmitida no line-up a cada 15 dias, para que, caso seja detetada uma fuga no sistema de rega, alertem de imediato a manutenção do hotel ou do golfe.
  5. Existe uma estação meteorológica na propriedade que recolhe dados diários, como evapotranspiração, temperatura e precipitação, os quais são utilizados para aferir a quantidade de água a aplicar por metro quadrado. Com o sistema centralizado de rega, a programação é feita com base nos dados da estação meteorológica do dia anterior, permitindo aplicar exatamente a quantidade de água perdida e ajustar as necessidades. O ajuste é diário.
  6. Os consumos de água são registados diariamente por setor, de forma a detetar avarias no sistema, falhas na rega ou ruturas que possam originar consumos anormais.
  7. São privilegiados sistemas de rega gota-a-gota, bem como a escolha de espécies herbáceas e arbustivas nas zonas ornamentais, de forma a reduzir necessidades hídricas desajustadas.
  8. São preferidas espécies de relva C4 (de clima quente), como as bermudas, nas zonas relvadas. As necessidades hídricas das relvas de clima quente (C4) são cerca de 30% inferiores às das relvas de clima frio (C3).
  9. Foram naturalizados 39.700 m² de áreas relvadas na propriedade. Este processo consiste na remoção dos aspersores, na eliminação de cortes regulares dessas áreas e na promoção da instalação de plantas autóctones. As principais vantagens são:
    • Redução do consumo de água de rega
    • Aumento de habitats para aves e insetos, com maior disponibilidade de alimento
    • Criação de pasto para abelhas melíferas
    • Diversificação da paisagem e melhor enquadramento paisagístico
  10. A utilização de equipamentos robóticos para o corte de relva é outro fator relevante, pois permite menor pressão sobre as plantas, reduzindo o stress e promovendo um tapete mais denso e saudável. Assim, obtêm-se menores perdas por evaporação, raízes mais profundas e relvados mais resilientes, com menores necessidades hídricas.